domingo, 22 de dezembro de 2013

E ela via todo dia aquela mesma rotina
e ela via por entre seus dedos a mesmice passar
ela procurava entre anônimos, alguém que pudesse realmente seu coração roubar
ela vivia afogada entre tantos medos...
ela olhava com calma e eram apenas nomes
apenas conversar com estranhos... onde ela tentava procurar alguém que talvez enxergasse  mais...
porém o que ela fez com aqueles que viram?
o que ela fez com aqueles que tentaram...
ela os afastou... porque seu coração era infestado pela doença do gostar e ela sofria desse mal a muitos meses
hoje já curada ela procura alguém para lhe infectar de novo
tem esperanças que dessa vez não seja de todo mal...
mas nem quando ela se apaixonou conseguiu baixar  o escudo...
então o que ela tanto procurava naqueles rostos desconhecidos..
talvez alguém que não visse o mundo como todos enxergam..
talvez alguém que não insistisse no seu exterior
em alguns ela ate suspirava... via algumas ideias iguais que a animava mas logo achava algo que lhe botava medo...
ninguém sabia mas sempre que ela conhecia alguém tinha mania que visualizar um possível futuro com essa pessoa... um que provavelmente não existiria...
e cada detalhe romântico ela se agarrava com todas as forças como se fosse único!
se mostrava forte e independente mas no fundo era tão simples como a agua transparente de um rio.
Mas esse seu lado andava quebrado como uma boneca velha
então o que ela procurava?
talvez um amor romântico desses de contos que ela nem acreditava mais....
alguém que se apegasse a detalhes bobos como ela mesmo vazia
como nas infinitas vezes em que achou que o som do riso das pessoas valia mais que seu corpo...
ou que olhar o sol refletindo nos olhos valia mais que uma roupa bonita
talvez ela procurasse o que não existia
ou simplesmente ela só quisesse alguém que não pudesse lhe machucar
Era mais um copo
mais uma mesa de bar
como qualquer bebida depois do primeiro gole fica mais doce
então ela tomou outro copo de uma talvez amarga desilusão....
"Falamos de amor da boca pra fora, mas na verdade raramente amamos.
Gritamos que odiamos, mas não sabemos o horror desse sentimento.
Vivemos de sentimentos que não sentimos, de amores passageiros, de ódio sem fundamento, quando o mais fácil era apenas viver."
O que a alma grita dentro do ser deságua
e o que em mim água no seu rio transborda
o que em mim mar no seu lago corria
e quando nos uniamos viamos juntos o sentimento evaporar