sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ela é somente minha!

Procuro por ela mais dificilmente a encontro...
A vejo de longe, tão bela, tão amarela...
Mas ela não me ....
Onde estará ela?

Sempre esta comigo mais não me toca,
Me vê mais não me olha.
Me tem, me deixa, me beija
E meu corpo se embebece dela.

Olho para o céu e la esta ela...
Em cada rua, em cada lua, em cada musica
E todos os passos são dela
E somente ela tem a cura para o meu querer

Mas sem ela, mas dela não posso ter
E procuro ela, quero ela.
Pq ela é somente minha.
Pena que ela não sabe.

Onde esta ela?
Sua forma perfeita e sem forma.
Sua droga viciante e seu remédio dopante.
Pq ela não me quer?...

Ou será que eu não a quero
Mesmo a procurando
Raramente ela me
Vem me fazer companhia

Mas estou sempre com ela dentro de mim
La no meu coração
Minha amada, cobiçada, deliciosa e procurada
Esperança.....

Pq ela é somente minha.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Ela ainda insiste em vir....

A infelicidade bate a minha porta....ou será que sou eu que deixo ela sempre entrar?....
Tantas coisas erradas que eu não posso mudar e nem sei como...porque elas não dependem de mim...como sempre
Estou errando tanto que me canso de repeti-los, estou cansada somente isso....
Uma sucessão de coisas mal-explicadas e palavras-não-ditas que uma hora desabam....e então eu penso: o que restou de mim?
Uma pessoa que só faz sacrifício pelo dos outro....que a alegria e os sonhos ficarem distantes pelo erro dos outro....
não falo mais....não vale mais a pena....
que estou tão cansada e fazer o melhor e só ganhar erros e apontamento... Talvez até as brincadeiras me incomodem....talvez aquele lugar deprimente de pessoas sem ideais de futuro me deixe deprimida...
E o medo volta.... Eu ainda tenho muito medo dela voltar... tenho medo pq ainda não me sinto forte o suficiente para derrota-la de novo.
E hoje talvez nem a vontade de escrever eu tenho. Mas é só por hoje....
Enquanto ela estiver aqui....


SONETO DE FIDELIDADE

De tudo ao meu amor serei atento
Antes e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.



(MORAES, Vinícius de. Antologia poética. São Paulo: Cia das Letras, 1992)


Não fala do meu amor mais não deixa de ser intenso.