quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Ela ainda insiste em vir....

A infelicidade bate a minha porta....ou será que sou eu que deixo ela sempre entrar?....
Tantas coisas erradas que eu não posso mudar e nem sei como...porque elas não dependem de mim...como sempre
Estou errando tanto que me canso de repeti-los, estou cansada somente isso....
Uma sucessão de coisas mal-explicadas e palavras-não-ditas que uma hora desabam....e então eu penso: o que restou de mim?
Uma pessoa que só faz sacrifício pelo dos outro....que a alegria e os sonhos ficarem distantes pelo erro dos outro....
não falo mais....não vale mais a pena....
que estou tão cansada e fazer o melhor e só ganhar erros e apontamento... Talvez até as brincadeiras me incomodem....talvez aquele lugar deprimente de pessoas sem ideais de futuro me deixe deprimida...
E o medo volta.... Eu ainda tenho muito medo dela voltar... tenho medo pq ainda não me sinto forte o suficiente para derrota-la de novo.
E hoje talvez nem a vontade de escrever eu tenho. Mas é só por hoje....
Enquanto ela estiver aqui....


SONETO DE FIDELIDADE

De tudo ao meu amor serei atento
Antes e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.



(MORAES, Vinícius de. Antologia poética. São Paulo: Cia das Letras, 1992)


Não fala do meu amor mais não deixa de ser intenso.