Sabe quando vc para para ouvir ou ver um show daquela banda que sempre te acompanhou por mais que nunca tivesse na sua lista de favoritas!
Porque as favoritas são aquelas que vc carregou nos piores momentos da sua via ou nos melhores, e não pode ouvir uma musica que começa a vir flesh de acontecimentos...
Mas eu descobri que ouve uma que sempre me acompanhou e sempre esteve em todos só momento, que é capaz de me emocionar e que todas as musicas que eu cantei tão intensamente ou que não saíram da minha cabeça... falavam muito mais de mim do que eu imaginava!
E justo agora com 21 anos eu descubro que ao contrario do piano depressivo e dramático de EvanescenceThe Cranberries conseguiu estar o tempo todo ao meu lado e nunca dei bola! ou das letras suicidas de Legião....
Eu sei que talvez as pessoas não entendam esse meu anseio e necessidade por musica ou porque eu sempre busco apoio em alguma letra ou som quando estou mal... mas eu preciso sabe...
é tão necessário quanto respirar.... é tão automático quanto andar.... é como se fosse alguém do meu lado para me consolar....
A musica faz parte de mim.... e as letras são capazes de me inspirar ou mudar as minhas ideias profundamente... porque eu sou capaz de me entregar a isso facilmente.
Ouvir The Cranberries me lembra tardes infinitas com o mesmo CD tentando decorar as musica ou simplesmente horas absortas olhando o céu pela janela do meu quarto... enquanto aquela musica me preenchia totalmente e curava o meu vazio.....
Todos aqueles agudos e aqueles suaves... aquele piano... as letras de dor, felicidade, amor e protesto....
Como eu demorei tanto para perceber tão intensamente o que sempre esteve ali comigo?.....
Hoje eu sei que Linger apesar da letra lembra e se encaixa em parte do meu namoro....
Sei que Empity traduziu os meus 12 anos ao 16 anos, sei que Twenty One é a confirmação de que o que passou hoje não pode mais voltar.... E que Ode To My Famili... é o que vai estar no meu futuro, o que é o meu presente e o que foi o meu passado.....
Hoje eu sei que No need To Argue vai sair da minha boa muitas vezes como já acontece e que sempre sempre vou ter aquelas tarde olhando as nuvem, tão brancas... em um céu tão azul... por traz das grades da minha janela... pensando simplesmente em nada e sentido esse mesmo som... tão antigo e tão real pra mim....
Hoje eu sei! Aos 21!